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Exposição

Novas formas de artesanato
- Design feito à mão

A criação de uma linha de novos produtos constitui uma das vertentes de ação deste projeto, que implicou o mapeamento de artesãos e técnicas locais e um processo criativo de cocriação entre artesãos e participantes locais.

A exposição dos novos produtos traduz o património cultural deste território de uma forma criativa.

Os desenhos associados à vinha evidenciam a relevância vitivinícola de Nelas, Mangualde e da Região do Dão, representados no vitral e no Bordado de Tibaldinho, ambos produzidos em Mangualde. O bordado mais contemporâneo conta à mesa a lenda da Cabicanca, património imaterial de Aguiar da Beira. A cestaria reflete a paisagem natural deste território, cujos frutos permitem construir produtos duráveis e sustentáveis, em vime, junco ou junça, ainda trabalhados por mãos de mestre em Penalva do Castelo e em Sátão. O barro é literalmente da terra, do mesmo lugar onde foi moldado à mão para também vir servir à mesa.

Quatro peças que reúnem à mesa cinco municípios, transportando para o espaço doméstico os traços identitários de um território fértil e pródigo. O projeto incentiva, assim, o combate às fragilidades socioeconómicas do território através da diversificação da sua economia e do envolvimento das suas comunidades, por via do saber-fazer. O saber-fazer local é ainda mote para um Roteiro que promove a visita ao Património, à Natureza e à Gastronomia e Vinhos da região.

Conceito

Grande parte dos saberes-fazer e dos instrumentos artesanais estão ligados à agricultura e à produção alimentar: a preparação do solo, o processamento dos cereais, a colheita dos frutos, a transformação do leite, das azeitonas, da farinha, o transporte e conservação dos alimentos. Tantas e tantas tarefas que, sendo essenciais à subsistência quotidiana, eram também momentos de convívio e expressão cultural da comunidade. Práticas artesanais que foram, ao longo do tempo, substituídas por objetos massificados e modos de produção industrial, utilizando matérias sintéticas, poluentes e sem ligação ao território.

“Cultivar, Socializar, Alimentar” é o conceito base desta exposição que pretende resgatar a memória de saberes e práticas artesanais, celebrando a identidade local através de objetos originais que transportam a felicidade da união e da partilha à mesa.

As peças apresentadas nesta exposição demonstram que é possível recuperar e dar novos usos ao sabe-fazer artesanal, sensibilizando para a sustentabilidade e para a economia circular. Privilegiar matérias naturais e sustentáveis em detrimento do plástico, optar pelo feito à mão em vez do industrial, encomendar localmente a quem sabe fazer permitindo acrescentar valor ao património cultural da região.

Exposição

Ficha Técnica

Promotor: ADD

Copromotor: CIMVDL

Design/Curadoria: Irena Übler

Artesãos
Albertino Figueiredo
Carla Pinto
Isabel Ramos
Lídia Rodrigues
Rui Mota
Sérgio Amaral

Webdesign: Mixlife

Conteúdos e Gestão de Projeto: OPIUM Lda.

Fotografias e Vídeo: Luís Belo

Agradecimentos:
Município de Aguiar da Beira
Município de Nelas
Município de Mangualde
Município de Penalva do Castelo
Município de Sátão
Junta de Freguesia de Vila Cova do Covelo

Um especial agradecimento a todas/os as/os artesãs e artesãos da região e em particular: em Nelas, Bernardete Marques, Lia Alvadia, Luís Daniel, Ester Andrade; em Aguiar da Beira, Fátima Pugsly, Carla Santos, Pedro Nuno; em Mangualde, Isabel Ramos, Sérgio Amaral, Maria do Amparo e todas as Bordadeiras de Bordado de Tibaldinho; em Penalva do Castelo, Isidro Batista, Albertino Figueiredo e Ramiro Carvalho; em Sátão, Ester Lopes.

2024

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